domingo, 15 de novembro de 2009

História pra dormir...ou sonhar...

Era pra ser uma estorinha pra dormir e se tornou uma história baseada na história mais real e recente que eu vi e vivi...



Era uma vez uma mulher bacana. Teve dois filhos: um legal e um chato. O chato só não era mais chato porque de vez enquando rolava (hauahuahuahuahuahauhauhaua).
Ele parecia um cantor. O chato era tão inconveniente que atrapalhava uma modesta escritora que tentava contar histórias. Ela se perdia no caminho e ria das próprias coisas que escrevia.
Um dia a modesta escritora, que era pouco bonita, mas muito inteligente, quis conhecer mais de perto o chato que rolava. O chato não titubeou e foi ao encontro da escritora de escritices de balelas. Para que o encontro fosse possível, eles precisaram atravessar uma ponte e deixar pra trás tudo que para eles era de fato o seu mundo real, por isso escolheram a ilha... conhecida como ilha da magia, misteriosa e cheia de segredos.
Na ilha, ainda num espaço muito central, mal podiam perceber o quanto tudo aquilo faria diferença em suas vidas - mesmo que no imaginário de cada um. E lá se foram... ao lugar que seria considerado o ninho do chato e da escritora.
O chato achava chato ser chato, mas era o que ele era, a escritora não podia mudar. Então lá se foram: de condução em condução, de informação a informação... de erro em erro....apertados, no calor, no meio dos sotaques, nacionais e estrangeiros até que finalmente encontraram o que seria considerado em dois dias e duas noites como sendo "O LUGAR".
No começo, tímidos. Sorriam, pareciam felizes embora tudo aquilo fosse novo pra ambos. E bastou pouco tempo pra que os dois já estivessem entrelaçados um ao outro. E não foi somente um entrelace de carne, corpo, foi mais que isso: tinha sorriso, tinha humor, tinha alegria, tinha mar, lua, sorvete, areia, fotos......como escrever aqui tudo que lá tinha, se só quem sentiu pode compreender de fato tudo que aconteceu?
E a escritora de balelas acordava com o chato, que nunca foi chato de verdade, chato era a forma com que ela tentava se afastar e quanto mais se afastava, mas junto estava. E ao acordar tudo era bom e feliz... Em um curto espaço de tempo foi como se os problemas e as coisas ruins não existissem, como se tudo tivesse ficado antes da ponte...e de fato ficou! Só não foi bom a despedida....tudo que é bom dura pouco mesmo. O chato despediu-se, foi embora. Subiu no ônibus e a escritora não quis ver. Dias depois, ela também despediu-se da ilha e ao passar a ponte um pedacinho de tudo veio junto. Não foi possível deixar tudo lá - ainda bem.


Essa história não tem fim, está sendo escrita a cada dia, pelo chato e pela escritora - como deve ser!
A Escritora pede desculpas ao chato pela ansiedade de não poder esperá-lo pra escolher juntos as imagens, mas manda beijos de saudades.


=***

4 comentários:

Xael disse...

Fla, já te disse e pode levar a sério, se a carreira de psicologia não lhe trazer sucesso esperado, concerteza pode investir no de escritora. Adoro tudo que você escreve, sejam temas sérios ou fantasiosos... bem que discutir se uma fantasia não deve ser levada a séria ou que o tema mais sério não deva conter fantasias é limitar demais nossos pensamentos...
Mas seja qual for o tema, você sempre os escreve maravilhosamente, e são poucos que assim os fazem.

Bjos

Gi disse...

adoro historinhas para dormir...

para dormir depois da ponte...

chamando afeto de chato...

deu saudade... de quando eu também nao queria olhar a escada do onibus sendo subida...

deu alegria... de ver tua foto de sombra sorrindo, e de pé afetado.

Priiii disse...

bah meu, q massa...
adorei a história contada dessa forma...mas ainda quero ouvir da forma "convencional" ;)

"Inquieta" disse...

como será escrita a minha história pra recordar? Oswaldo Montenegro já cantou na música LÉO E BIA: "Como se fosse urgente e preciso...Como castelos nascem dos sonhos Pra no real, achar seu lugar" Tudo já nasceu no sonho, espero estar a caminho do lugar nos proximos dias. Beijos