
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê
Música: Ai Que Saudade D'Ocê
Intérprete que eu gosto: Geraldo Azevedo
Composição: Vital Farias
Motivo da postagem: saudade...
Foto: meu pé rumo à Floripa - Nov/2009
Passado alguns dias após o EREP (Encontro Regional de Estudantes de Psicologia), pensei que fosse a hora de externar em forma de texto as minhas vivências neste XIX EREP SUL – “Trocas e Possibilidades: Dá de ver se fica Ação”.
esse tema ter me possibilitado trocar e ver que sempre é e será possível continuar trocando. Pra mim, não é mais possível separar Corep, Erep’s e relações de amizade e eu mesma nem queria aprender a fazer essa dicotomia.
redondas), participei também dos EROS (oficinas), de ELFOS e de conversas informais e vi quanto legítimo é esse espaço de troca. Nunca tive dúvida de que o EREP era isso e pra quem ainda não consegue compreender esse espaço diverso, ou que não consegue fazer uma ligação de como isso vai colaborar para a prática profissional, ou vai ser útil de fato, pense da seguinte forma: viver trocando e possibilitando, num mundo além do EREP, é possível sim!
Quando recebi o convite para ser fomentadora deste TED (Trocas e Encontro de Diversidades) fiquei imensamente feliz, mesmo que no momento do convite, este não vinha com descrição de tema nem data e horário, era apenas um convite durante uma TROCA de momentos, emoções, tudo muito coletivo, num feriado de independência.
Posteriormente quando recebi formalmente o convite, com toda a descrição necessária para a construção dessa fala, li o nome todo deste TED e comecei a pensar em que falar ou como falar das coisas que o Coletivo Regional de Estudantes de Psicologia da Região Sul tinha necessidade de ouvir após o longo caminho percorrido até a construção deste evento: XIX Encontro Regional de Estudantes de Psicologia da Região Sul (EREP-Sul).
Iniciei pensando no nome do TED partindo do princípio da representação que este título me trazia, interligando o nome geral do evento: “Trocas e Possibilidades: Dá de ver se fica Ação”.
Quando participei do meu primeiro EREP ainda como estudante em formação na graduação, fazendo parte também da construção coletiva do mesmo, no ano de 2005, cujo o tema era “Interligando Experiências”, a idéia principal do grupo naquele momento nada mais era do que “TROCAR EXPERIÊNCIAS E PENSAR EM NOVAS POSSIBILIDADES” mesmo sem saber que experiências seriam essas e que possibilidades iríamos ver, perceber, encontrar ou desejar desde então.
Hoje, passados quase cinco anos, estamos aqui (eu e vocês) edificando mais uma vez coletivamente nesse espaço, conhecimentos que após o termino do evento irão para “ALÉM DA ILHA”.
Segundo Maturana (um Chileno que prega a ‘Biologia do Amar e do conhecer para a formação humana) ‘os seres vivos são entes dinâmicos autônomos em contínua transformação em coerência com suas circunstâncias de vida. Para ele tudo o que é humano se constitui através da conversa’. Conversar é TROCAR informações entre duas ou mais pessoas. E TROCAR é partilhar, compartilhar, participar de, é a transação entre duas ou mais partes.
Pois bem, é na troca que encontramos POSSIBILIDADES e tais possibilidades é “aquilo que pode acontecer”, ‘é a capacidade ou ato de fazer algo’. Este EREP é uma possibilidade diante das inúmeras outras que se encontra durante a graduação, onde estudantes de Psicologia podem por conta própria se inserir e construir através das conversações e das trocas coletivas um espaço onde sempre está presente a diversidade.
A DIVERSIDADE é existência de diferentes formas, é a variedade e convivência de idéias, são características ou elementos diferentes entre si, em determinado assunto, situação ambiente, ou ser vivo.
O ser humano é gregário desde sua existência e isso se deu inclusive para a própria perpetuação da espécie humana. Embora muitas vezes necessitamos de momentos isolados, na nossa própria ilha repleta de subjetividades, é nas relações (nas trocas) que o indivíduo se constitui. É nos encontros relacionais que aprendemos, criamos e recriamos as possibilidades.
Ainda recorrendo a Maturana, são as emoções que definem o espaço relacional no qual ocorrem as nossas ações. É por isso que ele transforma os substantivos linguagem e emoção em verbos: o linguagear e o emocionar. Sendo assim o conversar é um fluir na convivência, no entrelaçamento do linguagear e do emocionar.
As emoções são fundamentais na evolução de todos os seres vivos, pois definem como será os seus fazeres. O emocionar – o fluxo das emoções – vai definir o lugar em que vão acontecer as coisas que fazemos na nossa convivência. Isso se dá desde as nossas primeiras relações estabelecidas, aquelas que ocorrem dentro de nossas famílias (pensando aqui família como um conceito amplo e não somente família nuclear: pai, mãe e filhos) até as relações que vamos estabelecendo dia a dia na fase adulta, incluindo aquelas que estabelecemos no meio acadêmico.
Quando escolhemos uma profissão e ingressamos na academia, encontramos um aparato institucional montado, com algumas regras e conceitos cristalizados. A formação em si, se dá através das trocas coletivas, entre o aluno, o professor e a instituição, além de outros espaços que o aluno vai vivenciar durante este processo.
A formação do psicólogo vai possibilitar o estudo do comportamento humano, seja com ele mesmo ou com o meio em que eles está inserido, compreendo os processos mentais e as relações que este estabelece, tudo isso a partir de várias teorias, autores, formas e conteúdos. O aluno não deverá, portanto estar inerte a esse processo: é preciso movimento.
Sendo assim proponho para os grupos que serão formados, os seguintes disparadores para as trocas:
O EREP é um espaço legítimo de troca?
E ainda: como essa vivência pode contribuir para a formação profissional?
Como vocês, a instituição que vocês estão inseridos e os professores estão se relacionando no cotidiano deste processo de formação?
Vocês estão afetados por essa discussão?
Que encontro é esse, que trocas serão possíveis e o que levaremos para além da ilha?
Depois de muito tempo - meses talvez - sonhei com você. É engraçado como sinto sensações agradáveis de poucas coisas vividas há tanto tempo atrás. Sinto como se o sonho fosse um momento real, pena que nele acontece o que sempre acontece com tudo na vida: a despedida! Mas é uma despedida suave, quase gostosa de sentir... não é amarga, nem triste.
Até pouco tempo atrás eu acreditava que num futuro próximo e próspero a gente poderia resolver coisas que deixamos pendentes num passado não taum distante quanto gostaríamos.Vontade de gritar!
Vontade tudo: gritar espernear, correr, saltar, ficar, ir.
Que loucura é a cabeça de alguém que sabe que não quer ficar e nem sabe pra onde quer ir (não sabe em partes). Sabe que não gosta disso, mas não sabe mudar o “disso” nem o “aquilo”.
Vontade de cantar, sorrir, dançar, beijar, amar...vontade que dá e passa...desejo que fica e corpo que não mexe, paralisa.
Vagas são as idéias profundas que passam pela minha cabeça, que há todos os dias insistem em me perseguir... eu também as persigo.
Basta ler uma frase perdida num lugar achado pra que tudo na minha cabeça mexa, pra que o corpo sinta, pra que me culpe, me julgue e me condene. Ahhh essa autopunição. Essa autopunição que deve ser feita sim, pois só a sinto por não ter feito aquilo que deveria, é “aquilo” mesmo.
E os outros “aquilos”, de que me adiantou? Pra que serviu além do prazer e dos bons sentimentos momentâneos? O que eu faço agora com os “pós”, com os “ e agora beibe” que martelam em minha cabeça?
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Aqui eu grito, falo, escrevo, penso, choro, coloco o que sinto e por enquanto não pago..aliás pensar em pagar acaba comigo.
Vontade de morrer e viver. Ficar e ir. Ter e não ter. Sentir e não sentir. Vontade de tudo e de nada. De todos e de ninguém.
Quantos paradoxos, antíteses...vontade de escrever e de parar.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh